terça-feira, novembro 23, 2010

terça-feira, setembro 21, 2010

Hoje em outro lugar

Hoje tem "Poesia do dia" lá no blog de sete!

terça-feira, agosto 24, 2010

Loquacidade II

Exercito a retórica nas folhas
de papel amassadas.

Minha eloquência é percebida no silêncio
das letras desenhadas.


Hoje é dia de B7C: Mágica

terça-feira, julho 27, 2010

Inverno

o tempo me passa
sem sentir

consente horas
no frio

eu cosendo passos
a fio


Hoje tem Blog de 7

terça-feira, junho 08, 2010

Semana temática...

... no Blog de sete cabeças. Confira: clique

terça-feira, maio 04, 2010

Escolhas nem sempre são possíveis
ainda que se escolha reafirmá-las nos dias
até o último.
Qureres têm que nos querer.

Permanece um poste ou uma lua gorda
iluminando a calçada, a calada,
mas sentimentos medos
sombreiam os peitos.

Um facho sai de tuas mãos.


terça-feira, abril 13, 2010

I

Cala-se o grilo solitário
por falta de assunto.
A madrugada nem sempre faz barulho.
O brejo está distante;
os sapos, não se ouvem de aqui.
Passos no asfalto,
somente os das sombras notívagas;
os bêbados dormem sem roncar.
Hoje até o vento colabora com o silêncio
descobrindo o céu num sopro manso.

Hoje tem Blog de 7

terça-feira, abril 06, 2010

Lida

Invariavelmente
todo santo dia
faço uma boa ação
exerço a cidadania:
durante o meu turno
dou todo o meu sangue
a um sedento vampiro diurno!

terça-feira, março 23, 2010

História de um pescador

Tinha saído pra pescar
mas não levou arpão

anzol isca caniço
molinete linha nem rede

Primeiro molhou os pés
depois decidiu mergulhar
(a decepção)

Naquele dia
Omar estava mais para ostra
do que para peixe

terça-feira, março 16, 2010

jogo de azar

deixo a vida à mercê de minha fortuna.
Não cuido do futuro...

as grades ficam destrancadas,
os pedais voam sozinhos

meus pés têm quereres que não são meus,
os giros são involuntários

assino acordos jogando dados,
meu próximo endereço nem existe

meu destino é não acreditar na minha sina
e contar sempre com a sorte

Nestes dias, tenho contado à sorte
sobre todos meus reveses

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Ester

As irmãzinhas
a vigiam das alturas.
Tremeluzem
vozes dizendo que a amam.
Piscam piscam
anos-luz de saudades.
Caída e solitária,
contempla a noite clara.
As irmãzinhas
lhe brilham as lágrimas.

sexta-feira, janeiro 01, 2010

Poema para abrir o ano

A superstições, não sou pessoa dada.
A inversão no verso acima, não foi feita
para não começar o poema com não.
É apenas uma pretensão de estilo.
O primeiro pé que pouso no chão
não é o esquerdo porque o lado esquerdo
da minha cama – para quem se deita nela –
fica encostado na parede.
O trevo que carrego na carteira tem quatro folhas
não pela crença de que uma folha extra
poderá trazer-me mais valiosas folhas
mas porque admiro a simetria das coisas.
Na passagem do ano, meus desejos de amor
não são o motivo do rosa ou do vermelho
nas minhas roupas íntimas,
mas de palavras gestos cores que intimidem a falta de.
Digo-lhes, creiam-me: não é por superstição
que estes versos não foram feitos para fechar o ano,
mas para abrir o outro. Não porque eu pense que o novo ano
será cheio daquilo que eu fizer nas suas primeiras horas.
Estes versos foram feitos para abrir o ano, simplesmente
porque quero começar o ano com meus dedos letras
acarinhando meus amigos.

segunda-feira, dezembro 28, 2009

Amigo poético - Blog de sete

Está rolando o Amigo Poético do Blog de sete!!! Hoje começou a entrega dos presentes! E eu fui a primeira a receber o meu!!! Eeeeee!!! Ganhei da amiga Joana Masen do Milonga! Muito obrigada, Joana! E o meu foi para a amiga Iara do Mulher na Janela. Maior responsa, morri de medo!

Aí estão os poemas. O que recebi e o que entreguei. Lá no Blog de sete tem mais e terá mais durante os próximos dias!!!

De Joana para mim:

"Ela – que é duas vezes uma"

Quis entoar cantigas de roda
como presente para uma amiga
oh!-culta, que dança pela brisa leve,
e inocente feito criança
vai tecendo suas palavras breves.
Quis rabiscar versos em prosa
para que ela pudesse voar
enquanto minhas rimas pobres,
linha a linha,
trazem luz a esse versar.
Ela tenta ser dois pedaços
duas partes inteiras, sem meias palavras
pensa ser um anjo torto ou triste
pensa...
mas que nada, é uma fração imensa
dos poemas que iluminam os dias.

De mim para Iara:

tudo é poesia!
automóveis flutuando no asfalto ar
meninos buscando bolas na miragem
raios de sol fazendo curvas no meio da rua
chapéus carregando bengalas dos avôs
anúncios de sorvetes nas buzinas
formigas derretidas de tanta dedicação
portas das esquinas gerando o pão.
é tudo poesia
para os olhos atentos
da Mulher na Janela.

terça-feira, dezembro 22, 2009

Faço de tudo um pouco
e se não faço,
cansa-me o ócio

Faço de tudo um pouco
coisas da eterna mania
de pequenez

Faço de tudo um pouco
mas é tudo tão pouco, tão pouco
que nunca termina,
tampouco completa


Achei este aí nos meus guardados...

Despretensão no Blog de 7!

terça-feira, dezembro 15, 2009

passarinho

um pássaro pousou
no parapeito da janela.

fez piu-piu
fez piu-piu
e me espiou.

o passarinho
fez piu-piu
e bicou minha janela.

eu abri minha janela
e deixei pássaro entrar.

piu-piu!, ele me fez.
e voou voou voou...
flap flap flap flap
flap flap no meu quarto.

e se feriu
e me feriu
e saiu
pela janela cabisbaixo
deixando-me uma pena
e uma saudade imensa.

Hoje tem Blog de 7!

terça-feira, dezembro 01, 2009

pusilanimidade

Uma lança no estômago
um javali pendurado na orelha
uma bola de ferro em cada pé
de uma borboletinha tonta
que só tem vontade de só voar
e pousar naquela flor azul.


Tem mais no Blog de 7 Cabeças

terça-feira, novembro 17, 2009

quarta-feira, novembro 11, 2009

Enxergando no apagão*

Tudo se apagou de repente.
Vimo-nos no meio da mais completa escuridão.
Não víamos mais nada.
Tínhamos a opção da vela ou da tela do celular.
Preferimos nos ver com as mãos.


*Porque temos que ver o lado luz do escuro e saber tirar proveito do absurdo...

E no Blog de 7 na última terça-feira: meus botões

segunda-feira, novembro 02, 2009

Dois de novembro

Dois de novembro, sempre penso em ti.

Penso em nossos tempos idos,
em como eu queria que tivessem sido.

Penso em quanto me aprazia o teu gosto,
em como tinhas um risinho no rosto.

Penso em quanto eu te amava,
em como me dizias algumas palavras.

Penso em nossos planos,
em quantos foram os desenganos.

Penso nas alegrias que me davas à vida,
em quanta dor me deixaste na tua ida.

Penso bem em tudo o que me foste.
Penso em ti, mas não te levo flores.

Todo dia dois de novembro é assim,
desde que, para mim, morreste.

terça-feira, outubro 27, 2009

Promessa

- Esperar-te-ei enquanto houver cigarros!
Até o último, os acenderei! -
Foi minha promessa.

Não pude cumpri-la.

Cigarros, ainda os tenho.
Meus cinzeiros é que estão cheios.



Hoje tem Blog de 7. Acho que é despedida! :-(